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17 de set. de 2008

Superação, sim, e com muita tecnologia!

Oi, pessoal! Hoje, vou postar algo diferente! Vou apresentar uma outra “igual” a mim! Rs. A Daisy, uma amiga super-especial, que não é corredora, mas que tem uma hitória incrível de superação também! Vamos acompanhar e conhecer o outro lado do mundo? Diretamente do Japão, a minha amiga Daisy Satsuki Kato!
Opa! Esta é a irmã dela! Cadê a própria?
Ah, está escondida dentro do carro! Rs.

Conheci a Mayumi na faculdade e acabamos descobrindo que morávamos muito perto uma da outra, mas só fomos nos conhecer no campus. Depois de formadas, fomos colegas de profissão por um curto período, e acabei indo trabalhar em escritório e anos depois, vim para o Japão onde estou até hoje. Demorei um pouco para me adaptar à rotina de trabalho daqui, pois tudo é diferente. Tive que aprender do zero a convivência com as pessoas de um universo totalmente diferente daquele que eu conhecia.
Como tive problema congênito de nascimento, tenho uma certa dificuldade para andar, mas só comecei a usar um apoio há uns 10 anos. Na época da faculdade era obrigatório cumprir um semestre de alguma atividade física e por isso mesmo recebi um estímulo para praticar natação e condicionamento físico especial. Foi a primeira vez que pratiquei algum esporte com orientação especializada e gostei tanto que muitas vezes me empenhava mais nas aulas de natação do que nas aulas da faculdade! Creio que todos os esportes têm algo em comum, podemos sentir os progressos alcançados conforme os esforços dispensados. Na época emagreci 4 kg sem perceber! Depois de algum tempo praticando exercícios comecei a sentir uma facilidade maior para andar e o corpo bem mais leve. Aprendi a nadar em 6 meses, mas continuei praticando natação, condicionamento físico especial e depois passei a fazer yoga também até o fim da vida acadêmica. Embora tenha uma esteira em casa, quem usa é minha mãe, que tem 75 anos de idade e muita disciplina! Rs.
O lugar onde moro é muito mal servido no que se refere a transporte público, por isso ficava dependendo de minha irmã para locomover-me. Numa ocasião ela passou mal e tivemos que apelar para uma amiga para levá-la ao médico, tudo porque eu não tinha carta. Para mim, ter conseguido essa carta foi um milagre, pois eu tinha pânico só de pensar em estar atrás de um volante... As leis aqui, de modo geral, são bem severas e por isso mesmo as auto-escolas são bem equipadas. Para começar, tem um percurso dentro das dependências da própria escola que imita tudo o que enfrentaremos nas ruas: cruzamentos com e sem sinal, cancela de trilhos de trem, lombadas, etc. Como os professores da auto-escola são de nível altíssimo, não foi difícil aprender, pois a maioria tem muita paciência e ensina de maneira prática e simples, embora eu tenha levado algumas aulas até me acostumar com os comandos (o braço esquerdo comanda a alavanca do acelerador/breque e o braço direito o volante, que tem uma espécie de maçaneta acoplada para dar força e rapidez nas curvas). Depois que aprendemos a dirigir dentro do percurso da escola, é preciso fazer uma prova (escrita e prática) para tirar a carta provisória; somente com a carta provisória é permitido aprender a dirigir nas ruas. A primeira vez que rodei nas ruas parecia um sonho! Foi uma experiência marcante, pois era primavera e as ruas estavam floridas: era época da flor de cerejeira!
Aprender a dirigir foi uma experiência emocionante, mas exaustiva por causa do stress do pânico que eu tive que enfrentar. Entretanto, depois que consegui a carta, lembrava das partes cômicas e ria de mim mesma. Por exemplo, no começo da aprendizagem eu tinha tanto medo de acelerar que ia a uns 10 km/h. E aí, o professor falava: "Acelera!!! Tem que ir mais rápido!!!". Depois de algum tempo, já com confiança adquirida e dirigindo nas ruas, o professor dizia: "Diminui, diminui!!! Você está ultrapassando o limite de velocidade!!!" Teve uma vez que errei, confundi os comandos e em vez de brecar, acelerei na curva (a ordem aqui é quase parar antes de virar uma rua). Ainda bem que a rua era tranqüila, mas dei risada discretamente quando vi o professor encolhido no banco, com as duas mãos agarradas para se segurar e os olhos arregalados. Acho que ele ficou com tanto medo que ficou mudo... E eu fui embora!
O carro que comprei é da mesma montadora que o carro que usei para aprender na auto-escola, porém o comando adaptado para acelerar/brecar é um pouco melhor, pois tem apoio para a mão descansar enquanto dirijo.
O dono da empresa onde trabalho me deu todo o apoio para poder tirar a carta e comprar o carro. Batizei meu possante de "Aibô", que em japonês quer dizer "companheiro", já que de agora em diante, aonde eu for ele é que vai me levar. Mandei colocar um navigator porque não tenho um senso de direção muito bom (daquelas que se perdem dentro do shopping) então o carro avisa quando tem trilho de trem, pois a parada é obrigatória antes de atravessar. Ele avisa também quando tem faixa preferencial para virar à direita (aqui é como na Inglaterra, os carros se mantêm à esquerda) e quando está escurecendo, avisa para ligar o farol. Se esqueço o freio manual engatado (não o freio de mão normal), ele apita, pois a luz de freio fica ligada. Apita também se esqueço o farol ligado depois de desligar o carro e tirar a chave ou se esqueço a chave na ignição e abro a porta. Como sou muito desligada, é muito bom que ele tenha todos esses comandos de aviso! Para completar, pedi para colocarem uma câmera na parte de trás do carro, já que uma de minhas maiores dificuldades em aprender a dirigir foi aprender a estacionar de ré... Assim, quando dou ré, a tela do navigator mostra para onde estou indo, o que é uma grande ajuda, pois virar a cabeça é meio complicado quando se usa os dois braços para dirigir.
Olha os comandos!
Que chique!
Sabem para que serve esta setinha verde e amarela? Não é para dizer que é carro de brasileiro! Rs. Todas as pessoas que tiram carta são obrigadas a andar com esta seta no vidro do carro por um ano, para sinalizar que são novatas ao volante!

No momento estou me recuperando de um esgotamento físico, que está afetando seriamente minha vida profissional. Estou pensando em voltar a dar aulas, mas com uma divisão melhor dos horários, de maneira que possa cuidar melhor da saúde. Acho que é um "chamado" da esteira para mudar esse aspecto da minha vida! Afinal, nunca é tarde para escolhermos viver de maneira a ter uma qualidade de vida melhor, não é? Fico admirada quando vejo alguém (principalmente se tiver mais de 40 anos) se dedicar a algum esporte ou atividade física com assiduidade, pois depois que parei de praticar natação e hidroginástica fiquei muito preguiçosa e desanimada para praticar qualquer atividade fora o trabalho. Talvez os praticantes de atividade física não percebam isso, mas são estímulo para as pessoas com quem convivem a levar uma vida mais saudável e por isso mesmo a ter uma qualidade de vida melhor.

Obrigada, Daisy, por compartilhar as suas idéias conosco! Como vocês estão vendo (e lendo), ela é bem parecida comigo: não tem senso de direção, ficava em pânico para dirigir... enfim, muitas semelhanças, que fazem com que a gente se aproxime! Rs. E olha a esteira chamando você!!! A piscina está te chamando também! Vamos lá, menina!

30 de jun. de 2008

Uma história de amor

Hoje, recebi um e-mail da minha amiga Vera Moreira, que faço questão de compartilhar com vocês, com a introdução dela e na íntegra! Assistam e verão o quão emocionante é. Realmente, um exemplo de vida e de amor incondicional. Aqui vai:

Amigos queridos... Não sei se assistiram o começo do Fantástico, mas foi uma das matérias mais emocionantes que já vi... e olha que disso eu entendo. Para meus amigos com filhos, será um exemplo de amor sem fim; para meus amigos que correm será a superação e o amor que une pelo esporte; para todos nós, uma lição de vida, de persistência e amor ilimitado.
Quando tiverem tempo, vejam no site do Fantástico abaixo.

Vera Moreira
Assessora de imprensa

29.06.2008Uma história de amor Encontre essa reportagem em:http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1684151-4005,00.html

1 de jun. de 2008

Carolina: superação e coragem!

Hoje, gostaria de postar algo diferente. Queria apresentar a vocês, uma amiga de anos. Na verdade, eu a conheci em um grupo de estudos para professores de japonês, há aproximadamente 13 anos. Porém, nosso contato nesta época foi bastante superficial, a ponto de eu desconhecer alguns fatos que somente anos depois fui saber.
Fui reencontrá-la após 11 anos, numa corrida em março de 2006. Eu estava me alongando antes da corrida quando ela veio cumprimentar e, para a minha surpresa, depois deste dia, fui saber várias coisas, inclusive que o marido dela e o meu estudaram na mesma faculdade, na mesma época! Isto tudo por causa de nossos encontros nas corridas.
Da última vez que a encontrei, numa meia-maratona em abril, eu comentei aqui sobre isto, e que ela também tinha tido um problema de saúde similar ao meu. Perguntei a ela se eu poderia postar um pouco mais sobre isto e sobre as corridas, ao que ela me respondeu prontamente. Portanto, com o objetivo de deixá-la expor diretamente os seus pensamentos, peço aqui algumas palavras à minha amiga Carolina Kazuko Sakama.

Texto da Carolina:
Há quase 14 anos, tive um adenocarcinoma gástrico, ou seja, câncer de estômago e 100% do estômago teve de ser retirado. Nunca bebi e nunca fumei, porém a predisposição genética influenciou, além do estresse pelo que estava passando na época (o câncer é uma doença psicossomática!). E quando isto aconteceu, acho que Deus me deu uma segunda chance de viver, aproveitar a vida de outra forma, para que eu fosse muito mais “eu” e para que as experiências pelas quais eu havia passado fossem úteis também para outras pessoas. (Desculpem-me a intromissão no texto da Carolina, mas eu gostaria de esclarecer aqui que a Carolina, para “aproveitar” bem esta segunda chance, além de desempenhar a função de mãe, trabalha o dia inteiro, cuida da casa e ainda arranja tempo para trabalhos voluntários!). Não consigo achar a palavra certa, mas “multifuncional” talvez seja a expressão que mais se enquadra neste meu caso. Gosto e sinto o prazer de ser “multifuncional”. Rsrs...
Depois que me casei e tive minhas filhas, fiquei mais de 10 anos sem praticar nada. Fiquei uma completa sedentária por mais de 10 anos, porém sentindo sempre falta, de alguma atividade física. Com a aproximação dos 40 anos, e com as minhas filhas bem maiores, comecei a me conscientizar mais sobre os cuidados na saúde e a qualidade de vida e bem-estar, então, além das caminhadas, comecei a buscar algo mais.
Além da corrida, eu já pratiquei basquete, patinação e tênis, todos eles antes dos meus 30 anos. Mas, na verdade, sempre achei que corrida seria uma atividade física ideal para mim, porque na adolescência, quando joguei basquete no time da escola, para o aquecimento corríamos de 5 a 10 km e na época havia adorado a experiência e me senti muito bem. Além de não exigir equipamentos e vestuários especiais, só basta um tênis e a disposição de fazer alongamento antes e depois além dos cuidados recomendados durante a atividade. Porém, até chegar aos meus 40 anos, não consegui sentar, planejar e decidir começar efetivamente a correr, porque tinha de cuidar das minhas filhas, da casa, trabalhar, sendo que meus horários (totalmente malucos) não permitiam alguma atividade física ou esporte praticado em grupo, pois eu estaria quase sempre chegando atrasada ou ausente.
Em 2004, já trabalhando onde ainda permaneço, na PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, PwC, reparei que a firma tinha uma assessoria esportiva e a firma patrocinava uma corrida (Corpore) no 1º. semestre e outra, a Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, no 2º. semestre, incentivando muito a atividade física dos colaboradores. Fiquei curiosa por causa do agito das pessoas nas épocas que antecedem as corridas e numa dessas, na época das inscrições para a maratona de revezamento, fui olhar o regulamento na internet, para entender como eram essas maratonas e os percursos e fui também falar com pessoas que haviam participado dessas corridas/maratonas. Como nessa época, só praticava exercícios em academia e caminhada, fiquei com medo de participar de uma equipe, mesmo de 8 pessoas para correr 5km (distância mínima) e não dar conta, então, decidi começar a treinar corrida para participar no ano seguinte, de verdade. Depois de traçado o primeiro objetivo, foi fácil entrar no rítmo. Treinei durante 1 ano, desde o 2º. semestre de 2004 até o 2º. semestre de 2005. E em 2005, participei pela 1ª. vez, da maratona de revezamento PA com 8 pessoas, aproximadamente 5km para cada um. Tomei gosto. Daí não parei mais. Sabe aquela sensação de vitória por ter completado o percurso, de satisfação, de ter alcançado o seu objetivo? Eu achava que depois de correr quilômetros, nós ficavamos cansados e imprestáveis a ponto de ficar na cama o resto do dia. Que nada, a gente “cria” um pique especial, que só quem corre entende. Então, já participei da São Silvestre, corrida da Lama, Bertioga by night, meia da Corpore, etc... etc.... e o sonho meu é correr em alguma meia-maratona no exterior...
Hoje, gosto de participar de corridas de aventura, no interior, nas montanhas ou no campo, ao invés de ruas asfaltadas da cidade. Corridas noturnas de praia, são poucas, mas interessantes.
Já pensei algumas vezes em desistir de correr, mas sempre momentaneamente, pois no dia seguinte voltava a pensar que era besteira parar.
A minha mensagem a todos seria: “nunca diga nunca” e nunca desista de algum objetivo que você traçou, pois o ser humano, a não ser que você imponha tarefas muito além do limite, conseguirá realizar, cedo ou tarde. Isto exige, disciplina, persistência, paciência e perseverança, além da vontade e do mais importante que é a saúde, pois sem saúde, não somos absolutamente nada.

Obrigada, Carol. Acredito que as suas palavras irão ajudar muito as pessoas que possam estar enfrentando algum problema similar. Pessoal, se me permitirem, gostaria de aproveitar este espaço que criamos para, de vez em quando, apresentar alguns amigos especialíssimos e que me dão forças para eu também continuar caminhando. Ou melhor, correndo!

18 de abr. de 2008

Para quem está com dor: "Onde você coloca o sal?"

Hoje, recebi um e-mail de uma amiga que continha um pensamento budista, o qual queria compartilhar com vocês. O e-mail dizia o seguinte:

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o Mestre disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:

- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

-A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: " É deixar de ser copo para tornar-se um lago."

Então, pessoal, vamos dar mais importância às coisas que estão à nossa volta! Se tiverem com dor de cabeça, martelem os seus dedos! Garanto que irão se esquecer da dor de cabeça na mesma hora! Kkk. Bom final de semana!

1 de abr. de 2008

Correr para quê?

Aaah, vocês não sabem da maior: hoje completei 10 km em 35 minutos! Também, com passadas largas treinadas desde sábado, só poderia dar neste resultado!!! Kkk... só posso falar isto porque hoje é dia 1° de abril! Mentira tem perna curta... igual a minha! Snif.
Já que não tenho grandes novidades hoje, deixo aqui um link para vocês lerem algo interessante. Isto me foi passado pela minha colega de trabalho, Maki. Aliás, tudo que se refere a corridas, maratonas e afins, vem parar em minhas mãos em qualquer lugar que eu esteja. Atraímos energias positivas! Boa leitura!


Gostaria de aproveitar este espaço para fazer um agradecimento ao colega Guilherme Maio (www.pangareonline.blogspot.com) que, apesar de nos conhecermos apenas de vista, prestou uma homenagem à minha pessoa no blog dele, o que foi algo inesperado e emocionante. Muitíssimo obrigada! Mas, não posso deixar de citar também o nome da mentora desta idéia genial de eu criar um blog, que é a minha amiga Jackelyne Gense (www.correreviver.blogspot.com). O que seria de nós sem estas pessoas que nos incentivam, não?