28 de nov de 2007

Nova paradinha para cuidar da saúde!!!

Pois é, continuando... depois de uma loonga pausa (rs) eu estava toda empolgada com a minha primeira participação na corrida, e resolvi então, participar da Corrida dos Bombeiros pela primeira vez, em julho de 2005. Corri, não tão desesperada quanto da primeira vez, pois sabia que o ônibus não ia me pegar (vide a segunda postagem). E melhorei um pouquinho o tempo, apesar daquela subidinha da Nazaré. Fiquei empolgada! Porém, 3 semanas depois... nooossa, a minha visão do lado direito embaçou! Será que miopia aumenta assim, de repente? Nem com os óculos enxergava! Fui ao oftalmologista e ele me enviou para uma outra clínica. Fiz uns exames e... pasmem! Descolamento de retina! Tinha que ficar quietinha, e o médico iria me operar ainda naquela semana.
Porém, num certo dia, antes da cirurgia, vi o mundo desmoronar! Parecia sangue jorrando dentro o do olho! De fora, ninguém sabe o que estou vendo, o meu olho continua normal, mas por dentro... pensei: Lá se foi a minha visão do olho direito! Telefonei para o médico que adiantou a cirurgia. Porém, depois de 3 semanas da cirurgia para colar a retina, quando estava já fazendo o quarto retorno à consulta, o médico me diz que a retina ainda estava descolada do lado inferior do olho! Mudei de médico! Eu, hein?
Poxa, será que eu não vou conseguir mais recuperar a visão que tinha antes? Estava enxergando um aquário dentro do olho! É como se tivesse água dentro do globo ocular! Que desespero! Mas, felizmente, com este outro médico, deu tudo certo!
Fizemos outra cirurgia, ele colocou um pneu de silicone dentro do meu olho e colou totalmente a retina. Ainda, acompanhou-me fazendo consulta quase todos os dias, e eu tive que ficar (sem brincadeira) 3 semanas com a cabeça inclinada, olhando para o chão! Dormia de bruços, acordava e tomava banho com a cabeça inclinada para baixo, comia olhando para o prato... passava a maior parte do dia sentada naquela cadeira de fazer massagem, pois não podia levantar a cabeça! Isto porque injetaram um tipo de um gás dentro do globo ocular, e ele teria que flutuar dentro do olho para que a retina pudesse ser colada. Olha, não desejo isto a ninguém. mas, desta vez, deu tudo certo. Porém, por causa destas cirurgias, depois de 1 ano, fiquei com catarata e novamente, fui operada, mas esta última cirurgia, foi muito, muito simples, comparada às anteriores.
Quanto tempo fiquei parada depois da cirurgia? 5 meses! E quando fui correr novamente, na esteira... que tristeza... não tinha mais fôlego para trotar... mas fui treinando, treinando... e a primeira corrida depois da recuperação foi a Corrida de Natal, dentro do Parque do Ibirapuera, sem chip, 5,5 km... mas no terceiro km já sentia as pernas pesadas. Mas já era um progresso. Acho que levei uns 38 minutos para percorrer a distância da corrida. Levei a medalhinha para casa, como se tivesse vencido mais uma etapa! Dali para frente, era só alegria!

22 de nov de 2007

A minha primeira corrida

Não podia deixar passar em branco... estão anunciando na TV a Corrida contra o Câncer de Mama! Já tive câncer, não queria nem ouvir falar nisto, mas... é uma corrida CONTRA! Vamos lá! Buscar o kit? Que kit? O que vem dentro dele? Uma camiseta! Mas, a inscrição não era para a gente contribuir para o IBCC? Se eles dão um monte de coisas, vai menos contribuição para eles? Não, não, tem patrocínio! Ah, sim! E então, tem que vestir a camiseta? Sim, sim. E tem que pregar o número? Sim, mas antes tem que escrever no verso os seus dados, vai que acontece algo com você na corrida... que mais tem que fazer? Uau! O que é isto? Um... chip! Para que serve isto?
"A função do chip", segundo o conceito de Mayumi, a corredora de primeira viagem (viagem, sim, pois eram 10 km!): o chip serve para medir o tempo gasto no trajeto entre a sua largada e a sua chegada. Então... ele pode medir também as nossas passadas? E se a gente começar a andar... acho que a gente vai ser desclassificada! Ah, não, vou ter que correr o tempo todo, imagine, desclassificada na primeira prova! Corri feito uma desesperada! Desclassificada, não!
"O ônibus que recolhe pessoas que não estão aptas a terminar a prova": vocês acham que do jeito que corri pensando naquele maldito chip, eu subi neste ônibus? Claro que não! Só que, como não tinha nem noção de quanto tempo demoraria para percorrer os 10 km, e no manual estava escrito que quem não tivesse em condições de terminar a prova em 1 hora e meia seria convidado a embarcar no ônibus para voltar ao local de chegada, corri o tempo todo olhando para trás, para ver se o ônibus não ia me pegar. Poxa, não poderia pagar este mico, o meu marido dizia: "eu te espero chegar de ônibus!" Rsrsrs. Não, não e não!
O grande dia da prova! Tocaram o sinal de largada e todos saíram correndo. Eu fui atrás... atrás dos que eu pretendia seguir: uma velhinha que aparentava os seus 70 e poucos anos, uma outra tão baixinha quanto eu... talvez, se eu as seguisse, conseguiria chegar ao final. Mas, o desespero foi tanto que no meio do percurso, já não avistava mais ninguém! E o pior, estava tão emocionada que fiz xixi! Xiii, onde será que a gente vai receber água? Será que correndo, daria para pegar dois copinhos? Assim, eu jogo um em cima de mim para acabar de molhar tudo e o outro eu bebo, mas sem parar de correr, senão o chip me desclassifica!
Poxa, consegui terminar a prova! 1:02:36! Toda suada, molhada e desesperada! Até que não fui tão mal! Ainda tinha gente atrás de mim! Mas acho que foram desclassificados: todos andaram no meio da prova! (risos)

O começo de tudo!

Outro dia, escrevi para uma amiga blogueira e ela disse: "Você é muito engraçada! Por que você não faz um blog?" Obrigada Jackelyne. A sua idéia me motivou!
Então, vou começar com muuuito atraso, mas prometo escrever as minhas experiências nestes quase 3 anos de corridas! Olha, não foi fácil... eu transportava 10 quilos a mais entre massa gorda e massa magra (quem me informou foi a minha nutricionista!) com estas minhas pernas curtas e gordas! Não conseguia correr, só andar... blá, blá, blá... xiii, esta história, já ouvi!
Bem, mas o fato é que, eu tinha acabado de extrair o meu útero, trompas e ovários... não por livre e espontânea vontade (rs). Eu quase morri... de medo! Estava com câncer! E o resultado? Depois de 3 semanas da cirurgia, voltei à academia, e com a supervisão de um ginecologista que freqüentava a mesma academia, eu consegui voltar a fazer até exercícios abdominais. Depois de 4 sessões de radioterapia, estava voltando ao normal. Estava gorda? Sim, mas diziam que eu iria engordar mais ainda por causa da cirurgia! Fui à nutricionista e ela disse: "Se você fizer o que eu lhe disser, não vai acontecer isto!". E fiz! Não é que depois de 9 meses de orientação, nascia uma nova Mayumi?
O médico que freqüentava a academia, ficava correndo na esteira e dizia: "Vamos, correndo, agora que você emagreceu, não vai mais ter desculpa, hein?" Só de vê-lo correndo cansava. Mas comecei a trotar para ver se "era gostoso". Putz, cansava prá caramba! Mas, vamos lá, não posso ficar dando uma de coitadinha. Trota 3 minutos, anda 2, trota 3 minutos, anda 2... trota 5 minutos, anda 1, trota 5 minutos, anda 1... Trota 30 minutos... opa! Está ficando bom!
O dono da academia mudou e junto com a nova equipe, veio um instrutor de corrida: Arthur Valonzes! Agora a coisa anda! "Fez o exame ergométrico? Fez o teste de pisada? Tem um freqüencímetro? Cadê a planilha?" Bem, mas isto foi só o começo! Querem saber o que aconteceu depois? "Olha a postura, respira fundo, pisa com o calcanhar, rola o pé até o dedão, passada mais larga!" Como? Com estas pernas curtas? Só se for com perna de pau! Mas, até que dei uma melhorada... nas fotos!