Ai, caramba! Que frio hacia en Punta del Este! Pero, es muy bueno estar con amigos! Oooops! Yo voy a cambiar el idioma! Affff! Rsrsrs. Yo soy una japonesa de... Uruguay??? Kakaka.
Meus amigos, como prometido, fui fazer a "próxima maratona" que o
Guilherme Maio prometeu fazer, desde a do Rio de Janeiro! Depois do Rio, ele foi para Brasília, Piauí e Bertioga, mas não completou as sagas! Viu só como eu acertei que esta ia ser a próxima dele? Rsrsrs.
Agradeço ao meu patrocinador-mor, el maridón, que presenteou-me com as milhagens de avião para eu poder viajar. Pena que ele não pode me acompanhar desta vez!
Vamos ao relato da minha segunda maratona!
OS DIAS ANTERIORES
Cheguei na madrugada de sexta em Montevidéu e encontrei os Baleias Wuneni e
Miguel Delgado com seu filho, Marcelo, no hotel. Neste dia, andamos "um pouco" pela cidade, naquela chuva e ventania! Foi muito bom ter a companhia de 3 Baleias! São muito divertidos e bem
kitigai! Olhem só o vocabulário "baleiês":
Memê = Fusca: toda vez que alguém avista um automóvel Fusca andando, grita: "Memê"!!!", e ganha um ponto! Parece que fazem isto nos treinos para se distraírem! Kakakaka.
Peganinho = frequencímetro/GPS: esta, nem o Miguel sabia, talvez seja "regionalismo" do Wu! Rsrsrs.
Miguel com seu "GPS manual", que nos leva à...
Não sabia da existência do Museu do Carnaval em Montevidéu, bem ao lado do Mercado do Porto! Olhem só!
E tem até máscaras japonesas!
Fomos para Punta no final da tarde, ainda com chuva e frio! Mas a cidade é linda de qualquer jeito.
A "
rambla" (orla marinha) com o Hotel Conrad à direita, em forma de escadinha
Os famosos "dedos" na areia.
Estava morrendo de frio! E o Miguel ainda olha para mim e diz: "Eu pensei que você fosse japonesa, mas estou vendo que é esquimó!". Kakakaka.
O encontro do "Baleias" Miguel (BH) com Paulo "Picanha" de Recife
Marcelo (que "educa" o seu pai, Miguel), Miguel, Paulo "Picanha", Tinil (Goiânia), Wuneni (fiel escudeiro de Miguel) e eu
O dia amanheceu com chuva novamente e ventava muuuito. Mesmo assim, fomos andar pela cidade.
A estação metereológica
Os leões-marinhos na beira do cais
O Hotel Conrad, local de entrega do kit da maratona
E olhem só quem eu conheci na entrega do kit! As recifenses Jaqueline (esquerda) e Marinês (direita)! Muito prazer! Mandem lembranças ao
Júlio Cordeiro! E como mulheres, temos em comum o pingente!
Valéria (Lopes), olha só, pingente de corredora!
Esta é da Marinês...
...esta, da Jaqueline...
...e a minha é esta! Opa! Estou indo em direção contrária! Rsrsrs.
Apresentando: Valéria Lopes é a minha companheira de longões nos treinos da
Equipe Branca. Foi dela a idéia do pingente que eu uso.
Agradeço aqui a amizade e companhia que sempre tenho em todos os treinos da equipe, não somente da Valéria que faz questão de me acompanhar nos treinos longos, mas também, a todos que nos incentivam sempre.
Encontrei também a Denise Amaral (RJ)! Esta tem muuuitas maratonas corridas! É de se admirar! Quantas mesmo? Acho que mais de 65... correndo há 27 anos!
Todos no pódio!
Opa! Algo que me lembrou a primeira maratona!
Na volta da entrega do chip, estávamos voltando do reconhecimento do local da largada para o hotel, quando passa um carro e para na "rambla". O pessoal diz: "Mayumi, acho que estão te chamando".
Gente! Um casal de amigos que não encontrava há 17 ANOS!!! Sabia que eles estavam morando em Montevidéu, mas até então, não tinha conseguido entrar em contato com eles. Éramos vizinhos na época da pós-graduação, em uma universidade no Japão, época em que catávamos os lixos semi-novos dos japoneses para a nossa moradia estudantil e comíamos lámen para estudar à noite! Rsrsrs. Bons tempos!
Kahori, eu e Marcelo Cafalli
E voltando ao hotel, ao virar a esquina, eis que encontramos...
...o pôr do sol!
Findo o dia, é hora de arrumar as coisas para o "longão" do dia seguinte!
Acho que isto é o que vou vestir!
O tênis com o chip descartável.
O DIA DA MARATONA
Acordamos cedo e fomos para a largada, após um café bem tomado. Um frio de rachar, ventania... faltava 1 hora para a largada. Fui deixar os pertences no guarda-volume, mas a staff que me atendeu disse que o local não estava pronto ainda! Rsrsrsrs. Estava vendo a hora em que ia correr de mochila nas costas! Seria uma experiência legal! Kakakaka.
A largada atrasou 30 minutos. Todos já tinham se aquecido e se esfriado, também! Largamos todos juntos, os participantes dos 10 km, dos 21.097 m e dos 42.195 m. Pensei que o tempo fosse ficar nublado, mas depois de um tempo, o sol raiou! Eu fui correr de óculos escuro para proteger os meus olhos do vento e acabei ficando com cara de... panda ao contrário! Rsrsrs.
Larguei num ritmo moderado, pois sabia que mais para frente, as pernas poderiam pesar! Logo após o km 3, vejo o Wuneni dizendo que a perna estava doendo. Eu tentei acompanhá-lo, mas ele disse que ia dar uma parada. Porém, após o km 15, ele me passa com tudo fazendo "WUUUUUU"! Kakakaka. Vixe, que veloz! Óia, Wu, eu estava ganhando de você por uns 12 km! Rsrsrs.
Encontramos muitos ponto de água e Gatorade. Aliás, foi muito boa a hidratação da prova. E o staff, como em Nova Iorque, foi muito, muito gentil! Havia até uma mulher que ao saber que eu era de São Paulo, dizia que adorava a cidade, a Rua Augusta... fui encontrá-la lá no final outra vez e disse que me acompanharia até a linha de chegada, mas não sei o que aconteceu, ela ficou para trás! Rsrsrs.
Só fiquei com medo de me perder pelo caminho, pois em provas com poucas pessoas (haviam cerca de 570 inscritos para a maratona), tem horas que ficamos sozinhos pelo caminho curvo!
Após o km 17, olho para frente e avisto o Guilherme Maio voltando, caminhando. Bateu-me um desespero, pois tinha apostado com ele que eu iria correr a maratona seguinte à do Rio em que ele participasse. E esta seria a que ele teria que terminar de qualquer jeito, senão, eu teria que ir para a próxima dele de novo, que talvez fosse a de Buenos Aires. Daí, olhei para ele e comecei a gritar: "NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!". Rsrsrs. Acho que ele se assustou e começou a me acompanhar! Kkkk. Mais calma, eu disse que era a mesma coisa andar para trás ou para frente, pois o percurso era redondo e uma hora, a gente ia chegar no final! Kakakaka. Sei que, nessa brincadeira, ele acabou fazendo, não uma maratona, mas uma ultra, afinal, caminhou muitos km para trás e depois, teve que voltar a trotar para frente de novo! Rsrsrs. Eita, Guilherme! No meio do caminho, havia pontos em que uma pessoa do staff anotava os nossos números de peito e falava pelo walktalk para avisar os outros que havíamos passado. Só que o número começou a borrar e ficou ilegível... tínhamos que falá-lo para que pudessem anotar! Espero que ele tenha anotado direito! Rsrs. Tomamos muito Gatorade que, segundo o Guilherme, tinha cor de xixi! Rsrsrs. Era de sabor maçã! Muito bom! E ainda, tinha distribuição de banana, maçã e barrinhas de cereal. Como tinha levado gel de carboidrato até de reserva, acabei não comendo nada. Peguei uma barrinha, mas não arrisquei comer.
Passamos por umas pontezinhas, umas ondulações muito curtinhas e íngremes. Parece que é legal passar de carro por lá, pois o veículo, ao chegar no topo e começar a descer, ele acaba fazendo um salto! Rsrsrs. Ah, da próxima vez, vou querer passar de carro por lá!
Tem um trecho no percurso que é uma ida e volta. E justamente nesta reta, o meu frequencímetro parou de funcionar alegando "bateria fraca"! Afff. Perdi a companhia do Guilherme, do bonequinho do frequencímetro... mas a estrada continuava... do outro lado do percurso, passa o Baleias Miguel acompanhado de seus amigos e dizendo: "Ah, isto está bom demais!". E logo mais, passa o Paulo "Picanha" gritando: "MAYUNI"!!! Paulo, o meu nome é "MAYUMI". Rsrsrs. Depois passa o Wuneni avisando que a virada é no km 34.
O mar!!! Uia, estamos voltando para o local de onde partimos! Vixe, agora está acabando a brincadeira! No km 39, a Denise Amaral me alcança. Vamos quase no mesmo pace. Havia ainda 2 caminhantes que, ao olharem para nós, diziam: "Pero, que fuerza! No me lo puedo creer!". Rsrsrs. E já na reta final, os meus amigos estão a postos para fotos e a gritaria é muito boa! Acenei, levantei os braços e logo em seguida, dei o meu sprint final de... 50 metros! Rsrsrs. Obrigada, pessoal! E desculpem-me por ter feito vocês esperarem por mais de 1 hora!
Após o pórtico de chegada, recebemos um prato de macarrão, Gatorade e frutas.
Eu ia voltando para cumprimetar os amigos, quando fui "abduzida" pela van que nos levaria ao hotel. Porém, como já havíamos combinado, voltei de banho tomado para comemorar com todos.
Olha só, o Guilherme sorrindo na foto! Coisa rara, hein, Miguel? Mas, não é para menos. O Miguel disse: "Sorria para contribuir com o blog!" Kakakaka.
O DIA SEGUINTE
Hora de voltar para Montevidéu! Conheci estes maratonistas no hotel!

Tião, Anézio, eu, Andrea e Gláucia (esposa do Tião)
E em Montevidéu, eu fui encontrar os meus amigos que não via há 17 anos e depois, fui ao Mercado do Porto para juntar-me ao pessoal das corridas!
Saindo do mercado, andamos pela Ciudad Vieja, tiramos fotos... estava tudo muito bom! Andei, subi e desci escadas, dei sprints para não ser atropelada. É, professor Branca, as minha pernas estão inteiras e prontas para outra! Nada de descer escadas pulando, nada de lesões!
A VOLTA
O avião ia partir de Montevidéu para Porto Alegre e faríamos conexão para São Paulo. Porém, por não ter visibilidade para pousar em Porto Alegre, fomos parar direto em Guarulhos-SP, para sorte dos paulistanos e azar dos gaúchos que diziam: "Bah, temos que voltar de São Paulo, tchê!".
E na quarta-feira, voltei aos treinos de musculação. Hoje, quinta-feira, fui fazer um treino educativo e também de intervalado. O friozinho continua, mas vamos em frente!
Relatei sobre a maratona para o professor e ele enviou-me a seguinte mensagem que compartilho com todos:
"Olá, minha querida guerreira! Exemplo e determinação!
Só lhe posso dar os parabéns... o mais importante é chegarmos sempre sorrindo e com as mãos levantadas e agradecer por mais uma meta cumprida, independente de tempo... assim deve ser. Com saúde, sabedoria e missão cumprida.
Vou te contar um segredinho.... rsrsrs. Treinar para uma maratona nos ensina a superar as dificuldades do dia a dia. Treinar para uma maratona é ter humildade e respeito nos momentos mais difíceis... uma maratona não é difícil! O difícil é nos desdobrarmos durante a preparação para ela, com tantas responsabilidades e atribuições que temos no dia a dia. E quando terminamos uma maratona a sensação principal é de: "Eu consegui!". Então continue treinando, treinando e treinando, pois cada maratona superada é mais um momento de nossas vidas superada. Esta é a essência: cada maratona um aprendizado... e mais uma nova amizade... e mais uma superação. Parabéns, novamente."