


Boa noite, pessoal! ... boa noite? ... será que tem alguém acordado ainda? É, hoje também foi um dia cheio! Cheio de novidades! A começar pela quilometragem da corrida: 25 km. Confesso que nunca corri esta distância, portanto, hoje foi a minha estréia nos 25 km. E como sempre, eu fui no meu rítmo, que é devagar e sempre.
Chegando na USP, encontrei o meu "vizinho", Diego Ciarrocchi, e passei pela tenda da Playteam, onde encontrei o Guilherme Maio, o Rodrigo Tandaya, o Lemes, a Erica, o Walmir Gaya, que depois veio a correr alguns trechos comigo na prova. Na ida para a largada, encontrei o Rui Carlos, o pai perdido (quem leu o relato do pai perdido aqui no blog?).
Na largada, encontrei o Paulo Romani que estava em companhia de mais 3 amigos. Dada a largada, uns partiram para os 12, 5km (prova em duplas) e outros para os 25 km, que hoje eram duas voltas de 12,5 km. O Paulo Romani estava comentando comigo que não gostava de correr dando duas voltas iguais em um mesmo lugar, pois na segunda volta, a sensação de que ele já passara por aquele lugar prejudicaria o seu lado psicológico. Fiquei pensando por alguns minutos e cheguei à seguinte conclusão: quando a pessoa tem um senso de direção muito bom, ela realmente vai ficar entediada de passar pelo mesmo lugar por duas vezes. Eu, como não tenho senso de direção muito aguçado, posso passar várias vezes pelo mesmo lugar pois nas voltas seguintes, eu vou ficar com uma "leve sensação de que eu já passei por lá"! É por isso que não me importo de dar 5 voltas no Parque do Ibirapuera, por dentro. Até prefiro, pois se eu sair do parque, é capaz de me perder!
Falando sobre a corrida de hoje, estava eu, no meu rítmo tranqüilo, quando o Walmir veio por trás e me alcançou. Eu disse para ele ir no rítmo dele, pois eu iria devagar. Porém, ele me disse que hoje, ele não estava bem, pois tinha pegado uma gripe e não tinha treinado na semana passada. Ele me acompanhou por um bom tempo, mas perdi-o de vista na segunda volta. Encontramos com a Drica da Playteam, que passou por nós no km 7 dizendo que hoje ela não estava tão bem. Se aquilo é não estar bem, como será que eu estava, não? Rsrs. No final da primeira volta, conseguimos alcançar o Paulo Romani, que estava bem à frente depois do início da corrida. E o Walmir disse: "Ô, Paulo, você está voando baixo, hoje, hein?" E o Paulo disse: "Que nada, hoje, estou mal!" E assim, ficamos acompanhando ele até o final da primeira volta, pois ele ia fazer uma volta só. Ainda, na primeira volta, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a dona Tomiko, ultramaratonista, que estava acompanhando uma amiga. Ah, e o palhaço estava lá de novo! Hoje, eu consegui trocar uma palavrinhas com ele: "E aí, palhaço, qual é o seu nome?" E ele disse: "Eu me chamo Medeiros, mas tem gente que me chama de Melancia, de palhaço, de um monte de coisas! A minha alegria, desde 2004 é esta! Eu moro no Jabaquara, o meu tel. é 5xxx-xxx0. Repete comigo! A Globo gosta de mim!..." É, além de correr, conversa, toca a buzina e corre com aquele nariz vermelho! Como consegue?
No km 10, meu marido estava lá, para tirar uma foto! Hoje, ele deve ter caminhado um bocado dentro do campus!
Encontrei também o Valter Ide, que no comecinho da corrida disse: "Olha o rítmo! Está muito bom! Abaixo de 5:50!" Pois é, mas isto não ia muito longe. Eu disse: "Ah, pode ir, pois eu vou devagar!" E lá se foi ele, mas por diversas vezes, do outro lado da pista, ele gritava o meu nome e me incentivava. Mas alcançá-lo, nunca iria conseguir, nem sonhando!
Na segunda volta, tive várias surpresas. No final da Avenida Politécnica, um rapaz trabalhando na organização disse: "Olha, não adianta correr disfarçada, pois eu sei que você é da Playteam!". Levei um susto, pois hoje, realmente não estava vestindo a camiseta da Playteam, mas estava de laranja. Eu fiquei fitando o rapaz e vi que era o Márcio da Playteam. Ele estava trabalhando hoje. Depois, encontrei-me com a dona Neide Satoru, que em 2006, foi a minha parceira em uma prova de 6 km em duplas. Estava eu à procura de uma pessoa que corresse no mesmo rítmo e ela prontamente me respondeu pelo site da Corpore. Fui conhecê-la naquela prova, onde ela fez exatamente o mesmo tempo que eu, sem nem termos corrido lado a lado! E depois desta data, sempre a encontro em provas e trocamos algumas palavras. E hoje, ela também disse que não estava bem.
Entre o km 21 e o 22, perto da Praça da Reitoria, tinha uma "animadora" dizendo: "Vai, falta pouco!". E tinha um rapaz oriental bem à minha frente, e parece que ela pensou que ele fosse meu marido, pois ela disse: "Vai, continua, mas espera por ela!" e apontou para mim! Eu emparelhei-me ao rapaz e até comentei: "Hahaha, ela vê dois parecidos (orientais) e pensa que é um par!" E ele disse: "É, o pessoal é engraçado. Mas, cara, nunca corri aqui neste percurso! Você conhece bem este local?" Ah, logo para quem ele vai perguntar! Eu passei "trocentas vezes" por lá em treinos, mas até hoje me perco! Kkk. E o pior é que eu estudei e depois, trabalhei por um tempo lá! Kkk. Eu perguntei onde ele treinava e ele respondeu que era do Rio de Janeiro. Foi quando eu comentei que escrevia um blog e que havia conhecido alguns conterrâneos dele, virtualmente. Ele perguntou o nome do blog e assim, fiquei sabendo que ele o conhecia e que o nome dele era "Leo Hacidume". E assim, tive a companhia do Leo desde o km 21,5 aproximadamente, até o final da prova. Neste meio, ele até disse que era para eu "ir no meu rítmo", pois ele estava mal hoje. E eu respondi que "aquele era o meu rítmo normal"! Rsrsrs. Depois de ouvir tanta gente dizendo que estava mal e me acompanhando, eu fiquei pensando: "o meu rítmo é o rítmo das pessoas quando elas estão mal!" Kkk. Mas, eu estava ótima hoje! E quero dizer a vocês que cheguei bem ao final da prova, sem dores, sem forçar, e principalmente, na companhia de um colega corredor que só conhecia de nome. Na chegada, tive o prazer de encontrar o Wladimir, o seu tio que o acompanhava e tirou algumas fotos nossas, e o Fábio Namiuti. Uma pena que tive que sair correndo de lá (tinha uma festa no horário do almoço) e não pude me encontrar com o Régis. Fica para a próxima!
E, como sempre, meu marido estava lá na chegada, tirando fotos. O comentário dele: "Poxa, você demorou tanto que pensei que o ônibus (que recolhe os atletas que não estão em condições de terminar a prova) tinha pegado você!" Realmente, hoje, pensei que o ônibus estava bem atrás de mim, pois tinha muito pouca gente nos 25 km, mas felizmente, teve gente me acompanhando! Valeu, pessoal! Até a próxima!