

Olá, olá, pessoal: Estou viva! Sobrevivi! Rsrs.Antes de fazer a inscrição para a minha primeira meia-maratona, já tinha lido em alguns lugares que esta prova que aconteceu ontem não era recomendável, pois seriam duas voltas iguais de 10,5 km, e que psicologicamente, ficaríamos sem motivação para continuar a correr na segunda volta, que a água distribuída no percurso era morna, que a paisagem era horrível... eu já fui imaginando mil coisas. Na sexta-feira, a Jacke tinha postado no meu blog, desejando que a minha primeira minha maratona fosse uma experiência tão boa quanto foi a dela. E isto, de uma certa maneira me deixou menos pessimista!
O Valter Ide escreveu-me dizendo que, segundo o que ele leu na revista Runners World, temos que ter em mente 3 metas ao ir para uma corrida: uma pessimista, uma ideal, e outra otimista. Então, eu defini as minhas 3 metas:
- a pessimista: acabar a prova andando, sem fôlego
- a ideal: acabar a prova correndo e em tempo de chegar até o final sem ser recolhido pelo ônibus (poxa, ainda penso nos ônibus que recolhem a gente no final da prova! Ele nunca me pegou, mas tenho que tomar cuidado, né?)
- a otimista: chegar nos metros finais e ter fôlego para dar um sprint
Eu nem defini o tempo para isto tudo, mas o que queria mesmo é chegar inteira para poder continuar treinando a partir do dia seguinte. Chegado o dia, fui me encontrar com o Mário que iria correr junto comigo, e o Arthur, o treinador que nos passou o alongamento e depois foi "torcer" pelas meninas no Jockey, deixando o Mário morrendo de inveja. Ainda, encontrei o Juvenal da Playteam no guarda-volumes, mas depois, ele desapareceu, não sei onde foi. Queria ter tirado uma foto com ele, mas nem deu. E a nossa torcida cativa foi meu marido com a câmera na mão e o Alberto que treina conosco e já correu uma meia-maratona no ano passado. Foi dada a largada e fomos, eu e o Mário, em rítmo beeem confortável, sem forçar. Mas acabei me perdendo dele, pois tinha muita gente. O tempo estava fresquinho ainda na primeira volta. Mas logo no início do Minhocão, vi um homem desmaiado, sendo atendido pelas pessoas que estavam por perto. Acho que ficou tudo bem, pois não recebemos mais notícias dele depois, e na volta, ele já não estava mais lá. Estava chegando ao final da primeira volta quando os "animadores" diziam: "Gente, uma notícia boa! O Vanderlei (Cordeiro de Lima) está lá atrás! Vocês estão na frente dele!" Rsrs. Graaande notícia! Lógico que ele estava quase encostando em nós: ele na segunda volta e nós na primeira! Quando estava no km 18, mais ou menos, alguém veio por trás e disse: "Ô formiguinha, você ainda por aqui?" Era SEU Mário, com toda a energia que tinha reservado pro final. E eu já estava mais devagar. Como eu não cosigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, vim pelo percurso parando para tomar água, parando para tomar gel, parando para beber Gatorade (pois é, pessoal, embora tivessem falado tão mal desta prova, teve distribuição de GU e de Gatorade). E depois do km 18 até o final, o Mário e eu viemos lado a lado... Tinha uma menina com uma camiseta escrito "Bem-te-vi". Ela começou a caminhar num certo trecho e o Mário dizia: bate as asas, bate as asas! E eu pensando cá comigo: "SEU Mário, vai apanhar do namorado dela, que está bem do lado!" Rsrs. Mas, ele também já o tinha visto, e disse: "Ah, agora que está com o namorado do lado, ela vai voar!" Chegando nos metros finais, eu até queria dar um sprint, mas o Mário disse: "Ô, Mayumi, não vamos nos arriscar, vamos devagar!" Acho que foi bom assim, pois chegamos numa boa, sem esgotar o tempo limite da prova! Pelo caminho, ainda recebi vários incentivos do pessoal. Encontrei o Wilson (acho que era este o nome dele) da Playteam, eu passei duas vezes por ele e ele me chamou pelo nome. Depois, na Av. Pacaembú, avistei outras pessoas da Play que não consegui identificar... desculpem-me mas não enxergo direito!
No final, fomos buscar o kit e a medalha e, como no dia anterior tinha sido o Dia Internacional das Mulheres, recebemos, além do kit, um botão de rosa e 3 bombons com recheio de licor com cereja. Está certo que não teve as mordomias todas da prova do Jockey, mas para mim, que saio quase sempre correndo para casa depois de terminada a prova, estava de bom tamanho. Ah, sabe quem encontramos depois? A menina do "bem-te-vi"! E o Mário ainda a parou e disse: "Olha, acho bom você dar uma olhada nas suas passadas. Você está calçando o tênis certo? Vai fazer um teste de pisada!" E a menina que estava com o namorado que a acompanhou na corrida disse: "Obrigada, valeu!" Depois que o casal se foi, ele ainda comentou conosco: "O rapaz está pisando direitinho, mas ela estava pisando torto". E eu disse: "Poxa, você está bem mesmo, hein? Reparou até nas pisadas deles!" Bem, reparar nos outros, tudo bem, mas vamos fazer as coisas certinhas, também, né? O Arthur nos deixou à solta mas, vamos nos alongar antes de irmos embora! E lá fomos nós, movidos remotamente pelo treinador! E... no dia seguinte, pensei que não ia conseguir ir à academia mas, levantei-me cedo, e lá fui! Como a planilha marcava "caminhada", fui com a intenção de caminhar na esteira, mas chegando lá, mudei de idéia: dei uma caminhadinha de uns 15 minutos e fui fazer aula de alongamento. Muito bom! E lá vamos nós para a próxima meia-maratona: dia 13 de abril!








